Por data da última menstruação (DUM) ou por dados do ultrassom
Semanas + dias registrados no laudo do ultrassom
Este cálculo tem finalidade informativa. A definição da idade gestacional deve ser confirmada pelo médico assistente com base nos dados clínicos e ultrassonográficos.
Conceito clínico
A idade gestacional (IG) corresponde ao tempo transcorrido desde o início da última menstruação até o momento em avaliação. Por convenção, a gestação humana tem duração média de 280 dias, ou 40 semanas completas, contadas a partir do primeiro dia da última menstruação (DUM), conforme estabelecido pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO).
A contagem em semanas — e não em meses — é adotada na prática obstétrica porque o desenvolvimento fetal apresenta variações significativas a cada semana, especialmente no primeiro trimestre. A precisão semanal permite correlacionar achados de exames complementares, biometria fetal e condutas terapêuticas com a fase exata da gestação.
A idade gestacional não equivale à idade fetal. A idade fetal é contada a partir da fertilização, que ocorre cerca de 14 dias após a DUM. Portanto, a idade fetal é aproximadamente duas semanas menor do que a idade gestacional.
Terminologia
Estes termos são utilizados ao longo desta página e na prática clínica obstétrica.
Metodologia
O cálculo da IG pode ser realizado por dois métodos principais, que se complementam e devem ser cotejados ao longo do acompanhamento pré-natal.
O método mais utilizado parte da data do primeiro dia da última menstruação. A DPP é estimada adicionando-se 280 dias à DUM (ou, pela Regra de Naegele: adicionar 7 dias e 9 meses ao mês da DUM). Para calcular a IG em semanas em qualquer data posterior:
Quando a DUM é incerta ou quando há discordância entre a IG menstrual e a biometria fetal ao ultrassom, a datação ultrassonográfica tem precedência. A precisão é maior quanto mais precoce o exame:
O princípio geral adotado pelo ACOG é reatribuir a DPP pelo USG de 1º trimestre quando a discordância com a DUM for superior a 7 dias.
Referência clínica
A tabela apresenta, para cada semana gestacional, o mês e trimestre correspondentes, os marcos do desenvolvimento fetal e os exames de rotina recomendados conforme os protocolos do Ministério da Saúde e da FEBRASGO. Utilize a calculadora acima para destacar automaticamente a semana atual da paciente.
| Semana | Mês | Trimestre | Desenvolvimento fetal | Exames recomendados |
|---|
Referências: FEBRASGO (2022), Ministério da Saúde — Manual de Gestação de Alto Risco (2022), ACOG Practice Bulletin. Os exames listados são de rastreamento de rotina; a conduta deve ser individualizada pelo médico assistente.
Desenvolvimento gestacional
A gestação é dividida em três trimestres, cada um com características próprias quanto ao desenvolvimento fetal, à fisiologia materna e ao calendário de exames e consultas.
Organogênese e diferenciação celular
Desenvolvimento fetal
Exames principais
Sintomas maternos frequentes
Crescimento fetal e maturação funcional
Desenvolvimento fetal
Exames principais
Sintomas maternos frequentes
Maturação orgânica e preparação para o parto
Desenvolvimento fetal
Exames principais
Sintomas maternos frequentes
Datação obstétrica
Diversas situações clínicas impedem o uso confiável da DUM: ciclos irregulares, uso recente de contraceptivos hormonais, sangramento periconcepcional ou descoberta tardia da gravidez. Nessas circunstâncias, o obstetra dispõe de três métodos complementares para estimar a IG.
O método de maior precisão. No 1º trimestre, a medida do comprimento cabeça-nádega (CCN) permite estimar a IG com margem de ±5 dias. A partir da 6ª semana, o USG transvaginal identifica o saco gestacional e o embrião. Entre 11 e 14 semanas, a medida da translucência nucal complementa a datação e o rastreamento cromossômico. A confiabilidade diminui progressivamente ao longo do 2º e 3º trimestres.
A partir da 12ª semana, o útero se torna palpável acima da sínfise púbica. A mensuração da altura uterina (AU) correlaciona-se com a IG de forma progressiva: com 20 semanas, o fundo uterino atinge o nível do umbigo; com 36 semanas, aproxima-se do apêndice xifóide. Esse método tem limitações em gestações múltiplas, polidrâmnio, obesidade materna e alterações uterinas.
A dosagem sérica quantitativa do β-hCG é útil nas primeiras semanas, antes da visualização ultrassonográfica do embrião. Os níveis duplicam aproximadamente a cada 48 horas no início da gestação normal e atingem o pico entre 8 e 10 semanas. A correlação entre os valores de β-hCG e a IG é apenas orientativa, dado que os intervalos de referência têm ampla variação individual. Esse parâmetro deve ser interpretado em conjunto com o USG.
Perguntas frequentes
Questões comuns de médicos e gestantes sobre o cálculo e a interpretação da idade gestacional.
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